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Poesy
Poesy
Janelas
Janela.
.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Poema para Bienal do Piores Poemas (2008)
Poemeto (de Mulher)
(Maria Berta)
A mulher
fala
tem isso mesmo.
E tem e não tem
se eu Falo ele fala e você (acefala)
todas Falas.
Tu falas eles
falas eu
e eu,
lafas!
Falácias eu se ele não
falafel tantas.
Falalei falalei!
E tenho o Dito.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Voz e Expressão
Periscópio caracol:
Advertida: a voz não é um instrumento, ela é
simplesmente, princípio.
Pode vir a ser um instrumento. E acontece muito, dela vir a ser.
Antes, a voz é um íntimo
a escuta também
Perdeu-se a voz no virtual.
Segundo Guimarães Rosa, a rede é um monte de buracos amarrados por barbante.
A arte precisa ter/ser voz para ser contemporânea, isto é, para ser.
Mesmo que se teça no silêncio,
apaixonadamente.
Advertida: a voz não é um instrumento, ela é
simplesmente, princípio.
Pode vir a ser um instrumento. E acontece muito, dela vir a ser.
Antes, a voz é um íntimo
a escuta também
Perdeu-se a voz no virtual.
Segundo Guimarães Rosa, a rede é um monte de buracos amarrados por barbante.
A arte precisa ter/ser voz para ser contemporânea, isto é, para ser.
Mesmo que se teça no silêncio,
apaixonadamente.
(sobre o clip primeiro, prefiro ficar só com a música como imagem do pensamento)
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Lar, pedaços de seu
.
A manhã começa a bater em meu poema.
(...)
Estou deitado em meu poema.
(...)
- Eu enlouqueço com a doçura dos meses vagarosos.
O poema dói-me, faz-me.
O povo traz coisas para a sua casa
do meu poema.
(...)
- A manhã começa a colocar o poema na parte
mais límpida da vida.
(...)
A manhã começa a dispersar o poema na luz incontida
do mundo.
(De O Poema, Herberto Helder, Ou o Poema Contínuo)
sábado, 2 de abril de 2011
Sobre a escrita
.
A palavra calado carrega uma lareira dentro dela.
Tijolo cor de barro quente, troncos marrons de árvore.
Não precisa ter fogo vivo para ser lareira. E todo fogo é fogo.
As palavras que dançam em roda no devaneio do fogo são
as que eu queria que me visitassem no papel.
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A palavra calado carrega uma lareira dentro dela.
Tijolo cor de barro quente, troncos marrons de árvore.
Não precisa ter fogo vivo para ser lareira. E todo fogo é fogo.
As palavras que dançam em roda no devaneio do fogo são
as que eu queria que me visitassem no papel.
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